Jaz.mim
Em duas folhas de árvore veneziana
comecei um par.agrafo
dois dedos de espaço entre o aqui e o pensar
pensando reparo na beleza sem nunca tocá-la
procuro deixar na des.pensa tudo o que não for sujeitável
tudo que não seja prenho de um pretérito imperfeito e feminino
fecundável pelo ente inexistente,
onde possa a Verdade delirar.se e perder.se.
pensando não quero o vero.crível, mas o vero.incrível.
Ponho em cada poente uma ponte
e atra.verso.a para morar no gerúndio .
no tempo que o tempo dá ao tempo
quando de saber já vou de esquecimentos
Será que cabem os farelos do pensar no jaz.mim?
Amo o perfume dos jasmins, uma inspirada e fico ermo
hermético, hermafrodita, hemisférico, hermanêutico
entendo de viés a lira dos hebreus.
Tenho uma janela 3×4
Mas finalmente sou.rio,
e me gosto na observação dos moradores
de fora
minha casa é o quintal da casa do mundo
onde jaz.mim,
onde findo o par.agrafo…