Wednesday, May 16, 2007

 

Jaz.mim

 

Em duas folhas de árvore veneziana

comecei um par.agrafo

 dois dedos de espaço entre o aqui e o pensar

 

pensando reparo na beleza sem nunca tocá-la

procuro deixar na des.pensa tudo o que não for sujeitável

tudo que não seja prenho de um pretérito imperfeito e feminino

fecundável pelo ente inexistente,

onde  possa  a Verdade delirar.se e perder.se. 

 

pensando não quero o vero.crível, mas o vero.incrível. 

 

Ponho em cada poente uma ponte

e atra.verso.a para morar no gerúndio .

no tempo que o tempo dá ao tempo

quando de saber já vou de esquecimentos 

 

Será que cabem os farelos do pensar no jaz.mim?

Amo o perfume dos jasmins, uma inspirada e fico ermo

hermético, hermafrodita, hemisférico, hermanêutico

entendo de viés a lira dos hebreus.

 

Tenho uma janela 3×4

Mas finalmente sou.rio,

e me gosto na observação dos moradores

de fora

minha casa é o quintal da casa do mundo

 onde jaz.mim,

onde findo o par.agrafo… 

 

 

 

 

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